Razão
indevida
Caio
Amaral
Que sentimento
que é este tão fustrado?
Quase nada
fala, que pouco me mata
Este falso encantamento devotado,
Chega,
conquista e arrebata!
Sorrateira,
foges na calada da noite
Alegando tristeza e dor incontida
Que parece
haver sofrido um açoite!
A mim,
é postura fingida!
Falas em
machucar e se esconder
Se mal
ouve tempo de se amar
Fazer-se de
tudo por perder
Um romance, u'a
paixão...
como
acreditar?
Franqueza
minha sempre houve
E tu, que
falas em teia de aranha
Não permite
mostrar o que nos coube
Parece uma
trama, oh que cruel artimanha
Agora segues
de cabeça erguida
Deixando-me no esquecimento
Te digo: esta
não é a melhor saida
para nosso romance...
Profundamente,
eu lamento!
**