Quando estás a meu lado, sinto a brisa roçar em meus lábios.
Um suave adormecer ou um entorpecer sensitivo,
invade a calma de meus sonhos interiores acordados.
E, eles recomeçam, atribulados a batalhar incansavelmente
a mulher que existe presa em mim; desatenta ou atenta?
Invadem meu ser, tomam posse consentida.
Deixo meus sonhos mais suaves e encantadores
povoarem a minha sentida solidão.
na esperança de que, nesta distância que nos separa e une
ao mesmo tempo, ameaces chegar...
E, em tua inaugurada chegada,
fale-me de coisas lindas, de céu anil, de estrelas brilhantes.
De beijos inexplicáveis como um:
- raiar do dia.
- cair da noite.
Que me diga:
- Do teu amor!
- Do teu desejo!
- Da tua ternura!
- Da tua espera
tão desesperada que explode em letras inesquecíves,
quando juntos estamos em alma alada e corações ritmados.
Mas, não pára por aí, não.
Segue contando, teus dias bem como, as noites de luxúria,
de ternura, de dor, de amor e desamor vividas.
Dos desgostos extremos sentidos
pela distancia que nos separa e une por igual.
E tu chegas a dizer-me:
- Que os outros laços são passados...
- Que o teu pensamento invade o meu formando
uma cordilheira de adágios só nossos,
quando me despertas a contar histórias.
- Que de mim sente saudade mas, saiba,
ela chega tão perto que esmaga febrilmente
a minha no peito que, de sede de ti já perecia.
Março de 2006